Sábado, 26 de Setembro de 2009

UM LUGAR AO SOL

 

 

Um Lugar ao Sol” (“A Place in the Sun”) é daqueles filmes que se assiste e jamais se esquece. Sua dimensão humana atravessa as telas, atingindo e perturbando todos nós. Baseado no livro de Theodore Dreiser, “Uma Tragédia Americana” (An American Tragedy), esta versão de 1951, é a segunda feita pelo cinema, conseguindo dar uma visão cinematográfica própria e definitiva à obra de Dreiser. A tragédia de George Eastman, Clyde Griffith no romance de Dreiser,desperta no público a comoção, a indignação e até o desejo do assassínio, quem não se deixou conduzir por ele com a mesma idéia obscura de assassinar a namorada, um acidente em sua vida, que atrapalha o amor verdadeiro e os sonhos da ambição concretizada?
O filme, considerado por Charles Chaplin “... o melhor que assisti na vida. Registra a supremacia do cinema sobre todas as outras forma de arte”; é o desenho mágico dos belos rostos dos atores Montgomery Clift e Elizabeth Taylor, o casal perfeito, mas impedido pelos erros e opções de vida de alcançar a plenitude do amor e da felicidade; a química sublime entre os dois mudaria para sempre o conceito dos casais românticos do cinema.
Personagens inesquecíveis criados por Montgomery Clift, um dos maiores talentos do cinema americano, cuja insatisfação latente ultrapassa os sentidos, dando vida à personagem; por Elizabeth Taylor, que aqui traz a sua beleza na mais intocável plenitude, como a promessa do verdadeiro éden a quem ganhar o seu amor; por Shelley Winters, na sua beleza discreta, na representação da mulher comum, de vida difícil e sofrida, cujo único sonho é o amor do belo rapaz, afastado dos seus braços pelo desamor pelos ardis da vida.
Montgomery Clift empresta uma angústia comovente à personagem, fazendo dele não um assassino, mas um jovem desprotegido diante dos sonhos e da promessa cruel que a vida faz quando os oferece a alguém que nada possui. Quando dentro do carro, adormece nos ombros da bela Angela, a platéia sente vontade de protegê-lo, de aninhá-lo nos braços como uma criança travessa, não como um homem cuja ambição levou-o a conduzir a namorada indiscreta ao lago, deixando-a para sempre nas profundezas das águas. George era culpado ou inocente? Assassino ou vítima? Sonhador ou cruel? Era tudo isto, era um retrato de todos nós, marionetes perfeitas de uma sociedade que nos cobra o amor, a beleza, a ascensão social, a perfeição, mas que dá apenas a sensação etérea de cada desejo de um lugar ao sol.

O Envolvimento de George com Alice

Trazendo imagens a preto e branco, “Um Lugar ao Sol” abre as suas cortinas de épico, ao focalizar o jovem George Eastman (Montgomery Clift), vindo do interior em uma carona de carro, de onde vê passar um Cadillac branco, dirigido por uma bela jovem. George é deixado à porta de uma fábrica. O jovem traz um olhar sonhador e ambicioso, vendo naquele momento a ruptura com o passado humilde, rumo à ascensão e conquista do sonho americano de prosperidade e enriquecimento. O dono da fábrica é o empresário Charles Eastman (Herbert Heyes), seu tio. Se George vinha de um lar humilde e de forte religiosidade, o tio representava o homem bem sucedido, rico e influente.
Mal chega à cidade e aos lugares que lhe serão comuns, George depara-se com a bela Angela Vickers (Elizabeth Taylor), a mesma do Cadillac branco. Um olhar rápido cruza o destino de ambos, mas a jovem, sempre de passagem, corre antes que se conheçam.
George conquista a simpatia do tio, que o emprega em sua fábrica em uma função modesta, empilhador de trajes de banho. O empresário aconselha ao sobrinho a agir como um Eastman, não se envolvendo com nenhuma das mulheres da fábrica. O conselho surge como um presságio. Naquele instante já os olhos sonhadores da funcionária Alice Tripp (Shelley Winters) não resistem ao fascínio do novo funcionário.
George é inteligente, determinado e ambicioso, aos poucos, vai sugerindo ao tio melhorias na produtividade da fábrica, mostrando grande competência. Enquanto sonha com a ascensão, a solidão do jovem atira-o para o convívio com Alice. Será em uma sessão de cinema que ele encontrará a jovem sentada quase que ao seu lado. Ele aproxima-se da jovem, envolvendo-a com o seu carisma. Após o filme, passeiam juntos. Alice conta detalhes da fábrica que serão fundamentais para George poder ter idéias de melhorias. O momento é de solidão de ambas as partes. George está longe de casa, sem amigos, sem o calor da família, a sua referência na cidade é o tio, mas a influência dele mina a afeição mais cristalina. Alice sobrevive do seu emprego humilde, hospedada em um pequeno quarto, sonha com o amor e dias mais suaves. George vê na jovem um sopro leve na sua solidão, Alice vê no rapaz a paixão ardente e o amor eterno. Em um momento de solidão, beijam-se ternamente. O destino de cada um estará, para o bem e para o mal, entrelaçado para sempre.

Início da Saga Rumo ao Sol

Apesar da recomendação do tio, para que não se envolva com as funcionárias da fábrica, a solidão de George é determinante na sua aproximação com Alice. Após o trabalho, tomam juntos uma bebida. Alice fala dos seus medos, do abismo que há entre ambos, ele é um Eastman, ela uma simples operária da fábrica. Mas George, que se vê sozinho e distante do mundo social de Charles Eastman, diz à jovem que só esteve na mansão do tio uma vez. Começa a chover, George leva Alice para casa, molham-se no seu carro conversível.
Silenciosamente, os dois entram no quarto de Alice, alugado de uma ríspida e exigente senhoria, que não lhe permite receber visitas ou ascender a luz a partir de determinadas horas. A magia que naquele momento une os dois jovens, faz com que rompam as mesquinharias humanas, as suas limitações sociais e econômicas. George a toma nos braços, iludidos pelas armadilhas dos sentimentos, dançam na escuridão do quarto, aliviando a solidão diferente de ambos. George só deixa Alice já de manhã, quando o sol rompe todo o romantismo de uma noite de tempestade.
Se a solidão de George é amenizada, também a vida profissional tece a sua teia da sorte. Charles Eastman promove o sobrinho, em conseqüência, convida-o para uma festa em sua casa. George inicia o seu caminho para o infinito, a trajetória rumo ao sucesso, à ascensão, que desde o início, tende a tragá-lo em suas armadilhas.

Entre o Amor de Duas Mulheres

Nos labirintos por um lugar ao sol, George depara-se novamente com Angela, que vem a descobrir, é namorada do primo Earl Eastman (Keefe Brasselle). A identificação dos dois é imediata. Angela é o símbolo da beleza, da mulher que representa a vitória verdadeira do homem diante do amor e da sociedade. Aos poucos, ambos aproximam-se um do outro, dançam juntos, conversam, decifram as linhas tênues dos sentimentos.
A presença de Alice na vida do rapaz torna-se distante, cada dia menor, em paralelo, os sentimentos por Angela explodem, tornando-se o que ele tem de mais sublime. Angela confessa o seu amor, tudo parece perfeito, um idílio na vida de George.
Alice, por sua vez, sente o amor de George esvair-se. Sofre com a distância, com o abandono. Se para o amado o mundo mostra as estrelas, para ela resta apenas as trevas, a avareza de Deus para com o seu destino. A sua solidão é comovente na interpretação irrepreensível de Shelley Winters.
George, por sua vez, nutre pela namorada um carinho, mas a sua vida mudara. Tornara-se um homem promissor, amava uma bela e fascinante mulher e era por ela amado. O menino pobre, filho de uma mãe missionária e extremamente religiosa, desfruta das delícias da alta sociedade americana. Não há nada que lhe impeça de penetrar neste mundo de glamour que se lhe abre. A ilusão de felicidade de George é ameaçada pela atmosfera do filme, que deixa transparecer que uma terrível verdade cairia sobre o protagonista a qualquer instante.
Seria fácil encerrar a sua relação com Alice. Namoros vão e vêm pela vida. Tudo era contornável, exceto a fatalidade de Alice descobrir-se grávida. George ouve a revelação de Alice, feita aos prantos, seu olhar perturbado oscila entre uma frieza superficial e uma angústia profunda. Os sonhos de uma vida melhor e do amor verdadeiro distanciam-se do rapaz, era preciso segurá-los, não se importando com o preço a ser pago. George leva a jovem a um médico, que se recusa a ajudá-lo, o que se percebe implicitamente que a solução esperada por ele era a de um aborto.
George sente-se acossado. Montgomery Clift conduz com maestria as mudanças que ocorrem na personalidade da personagem durante a evolução do filme. Seus olhos falam durante os silêncios de George. Ele ouve no rádio sobre uma série de afogamentos que se tem dado pelo país. O público advinha na intensidade do olhar de Clift os anseios de George, ele não fala, mas todos na platéia percebem, o jovem ambicioso deseja matar Alice.

Filhos da Depressão Econômica Americana

O peso do mundo cai sobre os sonhos de George. Ele tem a certeza do seu amor por Angela, o que lhe faz ter desprezo por Alice. O rapaz isola-se na aflição de ter que renunciar a este amor para assumir as responsabilidades com Alice. É preciso que se tenha em mente a sociedade que se vivia na época e a sua moral vigente. A solução para uma mulher solteira e grávida, era um aborto clandestino ou o casamento, não se admitia uma mãe solteira. Theodore Dreiser situara a narrativa do seu livro na década de 1920, George Stevens, o diretor do filme, ao adaptar o romance para o cinema, transportara a história para o início da década de 1950, mesmo assim, o preconceito era igual ao de trinta anos atrás.
A transposição da história para a década de cinqüenta ajudou na construção do caráter e na compreensão da ambição de George Eastman. Afinal a sociedade americana era sobrevivente das conseqüências do grande colapso da bolsa de valores, em 1929, o país viu a miséria a assolar os seus cidadãos. Ascender socialmente era mais do que manter vivo o sonho americano, era consolidar uma nação de vencedores, varrendo para debaixo do tapete a imensa depressão que soprou por duas décadas, trazendo a fome e a miséria. George Eastman emergira dos escombros, assim como a maior parte da juventude da época, inclusive o ator, Montgomery Clift.
Acossado, George aceita o convite de Angela para que passem juntos a noite de sexta-feira. A amada sente o pesar nos olhos do rapaz, a sua angustia e melancolia latentes. Aos seus olhos, ele parece distante, imerso em um mundo misterioso e sedutor. George declara o seu amor eterno, dizendo que a amara desde o momento que lhe pusera os olhos. Angela revela sentir o mesmo. Por uns instantes, o jovem estranho adormece no seu ombro. A belíssima química dos atores proporciona um dos momentos mais sublimes do filme, em que se acredita que qualquer atitude de George é válida para que não se interrompa tão belo amor. Inclusive o assassínio.

Morte no Lago

Angela convida George para passar um feriado na sua casa do lago. Seria um pretexto para que o rapaz fosse apresentado oficialmente a sua família e o namoro tornar-se consentido. Não havia porque adiar a felicidade de ambos.
Já não havia mais tempo para George solucionar o seu impasse com Alice. Cada vez mais a idéia de levá-la a um passeio no lago torna-se uma obsessão, uma fria solução. Alice torna-se um fardo em sua vida, aquela que lhe impedia de alcançar a felicidade e o amor, tão próximos; era o entrave para ele prosperar e ser um homem influente. Eclode dentro dele a vontade de tirar Alice da sua vida, engendrando dentro de si um plano macabro.
Mas a vida não espera pelos planos, segue o seu curso sem olhar para trás ou para as mentiras. Alice vê no jornal, uma fotografia do amado ao lado de Angela. Encontra-se em segredo com George, exigindo-lhe que se case com ela imediatamente. O rapaz vê-se preso entre dois caminhos, de um lado estava Angela, o sonho, a esperança de uma vida próspera e de glamour, o amor e a paixão, à sua espera para concretizar o romance diante da família; do outro lado estava Alice, a crueza da vida, a obrigação de assumir um filho que viera de um acidente, de uma armadilha. George teria o feriado para decidir qual dos dois caminhos seguir, já não poderia mais sufocar naquela angústia.
Já na casa do lago, com Ângela e todos os seus convidados, George diz à amada que a mãe está doente, que lhe irá fazer uma visita, voltando mais tarde. Mas o seu corpo segue os pensamentos obscuros da sua mente. Encontra-se com Alice, aluga um barco, leva-a para um passeio no lago. Está silencioso, a falar apenas com os olhos.
Durante o passeio no barco, George distancia-se das margens do lago. Alice fala dos seus sentimentos, enquanto os olhos de George estão envoltos em pensamentos cada vez mais voltados para a solução dos seus problemas. Uma das cenas mais marcantes do filme, não há palavras nos lábios da personagem, mas os olhos de Montgomery Clift revelam as intenções de homicídio, cortando o seu silêncio implícito. Uma estrela cadente cai. George faz um pedido, que não nos é revelado, mas Alice deduz qual teria sido o pedido. Exaltada, acusa o rapaz de desejar à estrela a sua morte. George parece arrependido de ter pedido a morte da namorada, como se mudasse de idéia no último instante. Mas Alice discute com ele, acusa-o de todos os pensamentos ruins que teve em relação a ela, balança o barco, que capota, ela cai no lago e morre.
George não atirou Alice do barco. Mas ela não sobreviveu. Deixara que se afogasse? Tentara salvá-la, o breve momento de hesitação foram suficientes para a sua morte? Teria sido calculada esta hesitação? O filme não nos revela esses detalhes, apenas uma certeza, o desejo de George atirara Alice para as profundezas das águas. Se ele não a empurrara com os braços, fizera-o sem piedade com os pensamentos. O momento de tensão em que o barco capota é assinalado por um longo plano, George Stevens usa de trevas na imagem para desfocar o momento. Não vemos o que aconteceu, sabemos apenas que Alice tinha medo de George, que o seu medo foi responsável pelo barco capotar, na ambivalência dos valores, o público tem medo da fúria final de Alice, não dos planos macabros de George. Sem saber dos fatos do momento final, resta ao público fazer o seu próprio julgamento da culpa ou da inocência de George.

A Breve Conquista do Lugar ao Sol

George nada até as margens do lago. Passa por alguns camponeses, que mais tarde o irão identificar. Se não matara Alice com as mãos, não se sentia um assassino. Voltou para os braços da bela Angela. Ironicamente ele ouve de Anthony Vickers (Shepperd Strudwick), pai de Angela, elogios ao seu caráter, à sua honestidade, por tudo isto, concordava que ele namorasse a sua filha. O jovem recebe elogios de todos à sua volta. George vai passear com Angela no lago, o mesmo lago que escondia o seu mais perverso segredo. Ele relaxa e usufrui daqueles instantes de glamour e de ascensão social. Momentos que, assim como vieram, terminariam tão logo o corpo de Alice emergisse com a fúria da vingança, das profundezas do logo que lhe tragara a vida.
Quando o corpo de Alice é encontrado, começam a ser reveladas as verdades da sua morte e as mentiras da sua vida. A senhoria da morta revela à polícia que ela tinha tido um caso amoroso com George Eastman.
As investigações chegam finalmente, ao jovem rapaz. Angela volta para casa com George, quando são surpreendidos por uma unidade policial à espera. Se para a bela jovem há uma grande inquietude e surpresa, para George a verdade era uma só, tinha sido descoberto. Desesperado, ele foge, correndo pela floresta, mas é capturado pela polícia, sendo preso.
O agente de polícia (Raymond Burr), revela o crime de George à família Vickers, como se desmascarasse as ambições do rapaz. Ao saber da verdade, Angela tem um colapso e entra em choque. Também a vida com ela estava ser cruel, fazendo com que deixasse o destino de glamour, para amar um homem misterioso, possivelmente um assassino. Amor que ela jamais negara, não se importando com o desvio concreto do seu destino diante da sociedade em que estava inserida.

O Caminho da Cadeira Elétrica

George é levado a julgamento. Várias testemunhas, dos camponeses que o viram, ao homem que lhe alugara o barco, todos confirmam a sua culpa. Um médico legista afirma que a vítima tinha sido espancada, o que não nos foi revelado em momento algum. O promotor acusa George de mentir e ser um frio assassino. Ele traz o barco para o tribunal, causando um grande mal estar no réu, visivelmente mostrado pela interpretação visceral de Montgomery Clift. Num momento de fúria dramática, o acusador bate com o remo sobre o barco, quebrando-o diante do tribunal, como se revelasse a pancada que Alice sofrera na hora da sua morte.
George é considerado culpado, declarado como assassino de Alice Tripp. É condenado à morte na cadeira elétrica. Para George, não ter protegido Alice quando ela estava a afogar-se bastava para que fosse culpado. Para o público, a sua culpa residia em levar Alice ao trágico passeio, o que poderia ter sido um acidente, tornava-se um assassínio não através dos atos de George, mas dos seus pensamentos.
O amor de Angela por George não era fútil, tanto que ela vem visitá-lo momentos antes da sua execução. Mais uma vez ela declara o seu amor. A beleza etérea do casal fica presa na lembrança do público. George Stevens iria eternizar o beijo entre Montgomery Clift e Elizabeth Taylor com uma lente de seis polegadas, em um grande plano, a lembrar um tiro nos sentimentos, intensificando a paixão sensual existente entre o casal, o que jamais ocorrera entre George e Alice. O encontro entre Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, um dos mais bem sucedidos da história do cinema americano, repetir-se-ia por mais duas vezes, em 1956, em “A Árvore da Vida” (Raintree County) e em 1959, em “De Repente, No Último Verão” (Suddenly, Last Summer). Uma grande amizade nascia entre os atores, só sendo interrompida pela morte precoce de Montgomery Clift, em 1966.
A última cena do filme mostra George a ser conduzido para a cadeira elétrica, após despedir-se de Angela. Para ele não importa o que tenha acontecido, não importa o seu fim, o seu amor por Angela era maior do que o seu castigo, era a única verdade que conquistar em vida. O único sentido diante da tragédia iminente. Enquanto caminha para morte, ouve-se os versos bíblicos com citações de Jesus Cristo. George Eastman leva consigo os pecados de uma sociedade hipócrita que representa, leva a ilusão de todos aqueles como ele, pobre e de uma educação moralista, que em conflito com a possibilidade de ter sucesso, leva-o à ruína. George caminha para a morte a sonhar com a bela Angela, com a certeza de que estava condenado desde o início a ser assassinado pela sociedade que o criara.

Ficha Técnica:

Um Lugar ao Sol

Direção: George Stevens
Ano: 1951
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Duração: 122 minutos / preto e branco
Título Original: A Place in the Sun
Roteiro: Harry Brown e Michael Wilson, baseado no livro de Theodore Dreiser
Produção: George Stevens
Música: Franz Waxman
Direção de Fotografia: William C. Mellor
Direção de Arte: Hans Dreier e Walter H. Tyler
Figurino: Edith Head
Edição: William Hornbeck
Efeitos Especiais: Gordon Jennings, Loyal Griggs e Farciot Edouart
Estúdio: Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Elenco: Montgomery Clift, Elizabeth Taylor, Shelley Winters, Anne Revere, Keefe Brasselle, Fred Clark, Raymond Burr, Herbert Heyes, Shepperd Strudwick, Frieda Inescort, Kathryn Givney, Walter Sande, Ted de Corsia, John Ridgely, Lois Chartrand, Paul Frees, Ken Christy, Charles Dayton, Marilyn Dialon, Al Ferguson, Bess Flowers, Ian Wolfe
Sinopse: George Eastman (Montgomery Clift), um jovem ambicioso do interior da Georgia, vai trabalhar na fábrica do tio rico. Ele acredita que alcançará na fábrica do tio um futuro promissor. Na fábrica ele envolve-se com a funcionária Alice Tripp (Shelley Winters), moça humilde que trabalha na linha de montagem. George é introduzido pelo tio na alta sociedade, onde conhece a bela e aristocrática Angela Vickers (Elizabeth Taylor), por quem se apaixona e é correspondido. Distancia-se de Alice, mas ela está grávida e não aceita a situação com passividade. George chega à conclusão de que Alice poderá frustrar os seus planos de ascensão social e o seu relacionamento com Angela. George tem a idéia de matar Alice.

George Stevens

George Stevens nasceu em Oakland, Estados Unidos, em 18 de dezembro de 1904. Era filho de um casal de atores, portanto pisou muito cedo nos palcos
teatrais. Começou a sua carreira cinematográfica aos 17 anos, quando se empregou como assistente de operador de câmera, daí evoluindo para um dos maiores diretores de Hollywood.
George Stevens teve a sua estréia como diretor em 1930, quando dirigiu em simultâneo os curtas-metragens “The Kickoff” e “Ladies Last”. Em 1933 foi contratado pelos estúdios da RKO, realizando o seu primeiro longa-metragem, “The Cohens and Kellys in Trouble”. Desde então, tornou-se um dos diretores mais bem-sucedidos do cinema, realizando vários clássicos de Hollywood.
Entre os grandes sucessos de Stevens está o clássico “Woman of the Year” (A Mulher do Ano), de 1942, que reuniria pela primeira vez um dos maiores casais de Hollywood, Spencer Tracy e Katharine Hepburn; o inesquecível “A Place in the Sun” (Um Lugar ao Sol), em 1951, grande sucesso que reuniu Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, consolidando as suas carreiras, o filme arrebataria seis Oscars e Stevens ganharia o seu primeiro Oscar.
Em 1953, criou o western “Shane” (Os Brutos Também Amam), com Alan Ladd, outro grande sucesso. Em 1956 dirigiu aquele que seria considerado a sua obra-prima, “Giant” (Assim Caminha Humanidade), último filme de James Dean, que atuava ao lado de Rock Hudson e Elizabeth Taylor. O filme rendeu-lhe o segundo Oscar.
O último filme de George Stevens foi “The Only Game in Town”, de 1970. Morreu em Lancaster, em 8 de março de 1975, vitimado por um ataque cardíaco.

Filmografia de George Stevens:

Curta-Metragem

1930 – Ladies Last
1930 – The Kickoff
1931 – Blood na Thunder
1931 – High Gear
1931 – Air-Tight
1931 – Call a Cop
1931 – Mama Loves Papa
1932 – Who, Me?
1932 – The Finishing Touch
1932 – Boys Will Be Boys
1933 – Family Troubles
1933 – Rock-a-Bye Cowboy
1933 – Should Crooners Marry
1933 – Room Mates
1933 – Quiet Please!
1933 – Flirting in the Park
1933 – What Fur
1933 – Grin an Bear It
1933 – A Divorce Courtship
1934 – The Undie-World
1934 – Cracked Shots
1934 – Ocean Swells
1935 – Hunger Pains
1945 – That Justice Be Done

Longa-Metragem

1933 – The Cohens and Kellys in Trouble
1934 – Kentucky Kemels
1934 – Hollywood Party
1934 – Bachelor Bait
1935 – Laddie
1935 – The Nitwites
1935 – Alice Adams (Sonhos Dourados)
1935 – Annie Oakley
1936 – Swing Time (Ritmo Louco)
1937 – Quality Street
1937 – A Damsel in Distress
1938 – Vivacious Lady
1939 – Gunda Din
1940 – Vigil in the Night
1941 – Penny Serenade (Serenata Prateada)
1942 – Woman of the Year (A Primeira Dama)
1942 – The Talk of the Town (E a Vida Continua)
1943 – The More the Merrier (Original Pecado)
1945 – Nazi Concentration Camps
1945 – The Nazi Plan
1948 – I Remember Mama
1951 – A Place in the Sun (Um Lugar ao Sol)
1952 – Something to Live For
1953 – Shane (Os Brutos Também Amam)
1956 – Giant (Assim Caminha a Humanidade)
1959 – The Diary of Anne Frank (O Diário de Anne Frank)
1965 – The Greatest Story Ever Told (A Maior História de Todos os Tempos)
1970 – The Only Game in Town (Quando o Jogo é o Amor)



 
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